PRIMEIRAS IMPRESSÕES #08: Temporada de Primavera (2018)

Nós honestamente não sabemos o que vamos fazer das nossas vidas com essa temporada porque é muita coisa com potencial pra pouco tempo livre, mas a gente promete que vai se esforçar para escrever as postagens de primeiras impressões e impressões finais dessa spring season, embora algumas obras possam acabar ficando pelo caminho.

Os títulos escolhidos foram: Amanchu! Advance, Boku no Hero Academia 3rd Season, Major 2nd, Megalo Box, Rokuhoudou Yotsuiro Biyori, Sword Art Online Alternative: Gun Gale Online, Tokyo Ghoul:re e Wotaku ni Koi wa Muzukashii.

Amanchu! Advance [Ana]


Minhas impressões sobre a estreia de Amanchu! Advance poderiam ser resumidas em: AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA Como a Mari comentou comigo antes, “eu não sabia que eu precisava tanto de uma nova temporada de Amanchu! até eu assisti-la”. Uma estreia que traz Teko, Pikari e todo o resto de volta para encantar nossos olhos e aquecer nossos corações.

A mudança na direção até o momento não trouxe prejuízos à obra, pois consigo sentir as mesmas vibes de antes. A comédia, os chibis tão característicos e engraçados, os personagens que não tem como não gostar, os momentos healing e, claro, as interações entre as duas, sendo a mais marcante a do fim do episódio em que Futaba declara o quão Hikari é importante pra ela. MUITO NAMORADINHAS MESMO. Desculpa, mas não é possível que só a gente esteja enxergando demais… De qualquer forma, não dá pra negar que as duas têm uma ótima relação entre si, sendo este o forte do anime. Por fim, como não tenho do que reclamar, apenas ficarei no aguardo dos próximos episódios!

★★★★★

Boku no Hero Academia 3rd Season [Ana]


Se eu estava incrivelmente ansiosa para ver os meus filhos de novo? Estava sim! Tendo assistido às temporadas anteriores em maratona, acompanhar a obra semanalmente agora será uma experiência diferente... Embora eu não tenha muito o que falar sobre esse primeiro episódio, que me pareceu um roteiro um tanto preguiçoso, já que se eu fosse contar, metade dos minutos dedicados à estreia foram de recapitulação.

Sendo assim, o primeiro episódio dessa terceira temporada de Boku no Hero Academia tratou de nos relembrar quem são os personagens principais e suas habilidades, assim como alguns acontecimentos anteriores. Uma perda de tempo, para ser sincera, com todo o hype em torno da obra, já que depois eles só mostraram os personagens se divertindo na piscina e competindo entre si. Ah, sim, e o episódio também serviu pra me lembrar como eu odeio o Mineta e queria que ele morresse…

Enfim, foi divertido ver todo mundo de volta, mas espero que os próximos episódios tragam mais emoção, pois dizem que daqui em diante o negócio só melhora.

★★★

Major 2nd [Mari]


Ah, Major, que saudades que eu estava de você! Eu realmente não esperava o anúncio de uma continuação depois de 8 anos do último lançamento em anime, mas bem, não estou reclamando. Em relação ao seu predecessor, Major 2nd apresenta algumas mudanças nítidas, a começar pela animação, agora feita pela NHK Enterprises. A NHK já fez parte de dezenas de produções, porém esta é a primeira vez desde Elementhunters que eles mesmos ficarão responsáveis por animar a obra e, portanto, a equipe trabalhando com ela é praticamente toda nova. Retornaram apenas, além de alguns seiyuus, Ohnuki Kenichi (character designer da 4ª temporada) e Tsuchiya Michihiro (roteirista e screenplayer). Apesar disso, creio que Major 2nd esteja em boas mãos, tendo Watanabe Ayumu (Koi wa Ameagari no You Ni, Uchuu Kyoudai) como diretor.

A nova adaptação de Major foca em Shigeno Daigo, filho de Shigeno Goro, que sonha em se tornar um jogador de beisebol profissional tão bom quanto seu pai. Entretanto, Daigo não foi abençoado com o mesmo talento de Goro e Izumi (sua irmã mais velha), além de ter um ombro fraco para jogar como arremessador, e logo a realidade desconcertante de ser incapaz de atingir as expectativas de sua família e de todos ao seu redor o atinge de forma dura e cruel. Daigo, então, desiste do beisebol dentro de um ano e vai jogar futebol, do qual ele também abre mão pouco tempo depois. Talvez esportes não sejam de fato o forte dele, mas no fundo, Daigo ainda não quer desistir de seu sonho. É aí que ele conhece Saotu Hikaru, filho de Satou Toshiya, melhor amigo e grande rival de Goro, que morou no exterior até seu pai se aposentar da liga.

Embora a jornada de Goro em relação ao beisebol nunca tenha sido fácil – o pobre rapaz perdeu os pais ainda criança, arrebentou ambos os ombros ao longo de sua carreira e hoje luta por um lugar como batedor na liga japonesa –, é fato que o talento para o esporte sempre esteve lá. Existe uma diferença fundamental entre Goro e Daigo tanto no sentido psicológico quanto físico, e eu acredito que será interessantíssimo ver como Daigo superará as dificuldades que ele encontrará pelo caminho. Nem sempre esforçar-se ao máximo que puder é suficiente para atingir os seus sonhos. O que, então, Daigo fará para crescer e se destacar como jogador de beisebol? Mal posso esperar para descobrir.

★★★★

Megalo Box [Mari]


Não há sombra de dúvidas que a estreia de Megalo Box foi a melhor desta primeira semana da temporada de primavera. Em comemoração aos 50 anos de Ashita no Joe, Megalo Box segue a jornada de JD (Junk Dog), um boxeador que participa de lutas em um ringue clandestino para ter o que comer. Entretanto, JD é bom demais para um mero ringue clandestino e, por causa disso, seu "chefe" o obriga a deixar seus adversários ganharem para que eles possam fazer dinheiro com as apostas. JD não gosta nem um pouco disso, mas ele também não pode participar de lutas oficiais, pois não é considerado cidadão (falta-lhe a documentação necessária).

Neste primeiro episódio, somos apresentado ao projeto Megalo Box – uma mistura do boxe tradicional com uma espécie de "esqueleto" tecnológico que permite aos atletas aumentarem suas capacidades de força e agilidade –, que lançará um torneio em breve e será aberto a todos os cidadãos, sem restrição de idade ou posição social. Embora JD teoricamente não possa participar da competição, ele acaba tendo um encontro fatídico com a promotora do evento e uma estrela desta modalidade de boxe, que poderá mudar seu destino pra sempre.

Surpreendentemente, a equipe principal por trás da adaptação é composta por estreantes em suas respectivas posições: Moriyama You (direção) e Kojima Kensak e Manabe Katsuhiko (composição da série). A única exceção é  Shimizu Hiroshi, um animador muito experiente, que ficou responsável pelo design dos personagens. Apesar disso, Megalo Box se mostrou excelente em todos os aspectos técnicos – pelo menos neste episódio de estreia , incluindo uma animação fluida e uma trilha sonora incrível. Se esta qualidade for mantida, teremos um candidato a AOTS aqui.

★★★★

Rokuhoudou Yotsuiro Biyori [Mari]


Rokuhoudou Yotsuiro Biyori é o anime healing da temporada. Centrado nos protagonistas Gure, Sui, Tokitaka e Tsubaki, que juntos tocam o negócio de uma casa de chá japonesa, ele tem uma atmosfera aconchegante que te faz até perder a noção do tempo. Embora não tenha nada de extravagante, o visual é bonito, o quarteto principal é dublado por grandes nomes (Daisuki Ono, Junichi Suwabe, Nakamura Yuuichi e Yamashita Daiki, respectivamente) e a trilha sonora se adequa muito bem ao ambiente.

Eu provavelmente já mencionei isso antes, mas gosto bastante do trabalho da Akao Deko, responsável pela composição da série. Ela é uma das principais roteiristas da indústria e foi excelente nas adaptações de Amanchu!, Flying Witch, Koi wa Ameagari no You Ni, entre outras. Acredito que seja seguro dizer que no gênero de slice of life ela se sente "em casa". Rokuhoudou Yotsuiro Biyori definitivamente não é uma obra pra todo mundo, pois há quem vá achar o ritmo e o desenvolvimento lentos um saco e há quem não curta o gênero de SOL, mas tirando esses casos específicos, eu recomendo que deem uma olhada.

Aliás, vale apontar que, ao contrário da impressão inicial, Rokuhoudou Yotsuiro Biyori não é shoujo nem josei, mas sim seinen. Até onde a questão demográfica influencia as decisões dos criadores eu não sei, porém não me parece que as fujoshis sejam o público alvo dessa vez (apesar dos protagonistas bishounen). Os dois primeiros episódios não renderam nenhum fanservice nesse sentido, então vocês podem ir conferir a obra sem medo. 

★★★★

Sword Art Online Alternative: Gun Gale Online [Mari]


Eu não esperava ter que retornar aos primórdios da minha época de otaca fedida pra assistir mais uma adaptação de Sword Art Online, mas dessa vez fui convencida pela mudança radical dos envolvidos com a série. Ao contrário das temporadas anteriores, Sword Art Online Alternative: Gun Gale Online é baseado em uma Light Novel escrita por Sigsawa Keiichi (autor de Kino no Tabi), o que já a torna potencialmente melhor do que a obra original, além de agora estar nas mãos do estúdio 3Hz (que fez um excelente trabalho com Flip Flappers e Princess Principal), contando com Kuroda Yousuke (roteirista de Boku no Hero Academia, Gungrave, Jormungand, entre outros) na composição da série. Para quem gosta de armas, eu diria que essa obra é um prato cheio.

Sword Art Online Alternative: Gun Gale Online se passa no mesmo universo de Sword Art Online II, mas agora o anime é protagonizado por uma universitária de 1,83m que tem um certo complexo em relação a sua altura e vê na realidade virtual uma forma de fugir das dificuldades que ela enfrenta no mundo real por causa disso. O primeiro episódio não mostra muito além dos mecanismos do jogo, então é difícil falar dos outros personagens ou prever o que está por vir, mas eu acredito que há potencial para algo legal aqui. Inclusive, não se deixem afastar só pelo character design moe – que me parece ser uma marca do estúdio –, pois eu teria me arrependido amargamente de não ter assistido Princess Principal pelo mesmo motivo, por exemplo. Finalmente, fiquei feliz de ver a Eir Aoi retornar à música, embora não tenha achado o novo tema de abertura tão bom quanto IGNITE.

★★

Tokyo Ghoul:re [Mari]


Assim como mencionei nos meus comentários do guia da temporada de primavera, eu estava em dúvida se assistiria ou não ao anime de Tokyo Ghoul:re, já que acompanho o mangá e não me faltam críticas às adaptações anteriores da obra feitas pelo Studio Pierrot, mas decidi dar uma chance ao primeiro episódio e ele até que foi surpreendentemente bom, embora tenhamos um problema logo de cara: como Tokyo Ghoul √A seguiu uma rota original, quem assistiu apenas ao anime vai ficar perdido em um primeiro momento aqui. Sendo assim, recomendo que leiam pelo menos os capítulos do mangá que a segunda temporada supostamente deveria ter adaptado para conseguir entender melhor o que está acontecendo. Quem não quiser ler, vou deixar uma explicação (spoiler) abaixo:

[SPOILER] No final de Tokyo Ghoul, o Kaneki é perseguido e encurralado pelo CCG. O Hide tenta ajudá-lo, já sabendo que ele é um ghoul, e permite que o Kaneki coma uma parte do rosto dele. Ainda assim, o Kaneki é derrotado, "perde" temporariamente suas memórias e o CCG decide "adotá-lo" (daí nasce o Haise), treinando-o para combater outros ghouls. Ele fica sob os cuidados do Arima e da Akira. E não, o Hide não está morto. [FIM DO SPOILER]

Watanabe Odahiro (Soul Buster, Valkyrie Drive), diretor desta adaptação, não me passa muita confiança, mas se os próximos episódios seguirem o rumo do primeiro, acredito que dessa vez teremos um anime decente. O roteirista, Mikasano Chuuji, é o mesmo das temporadas anteriores e como ele não trabalhou com nenhuma outra obra, creio que seguir ou não o material original vá depender do diretor. Por fim, o que mais me chamou atenção na parte técnica foi a abertura, tanto em termos visuais quanto a música em si, e acho que vale a pena dar uma olhada, mesmo que você não vá assistir à obra.

★★★

Wotaku ni Koi wa Muzukashii [Mari]


*Insira aqui o meme do rindo de nervoso*. Acho que a palavra "decepcionada" é pouco para definir o que eu senti com o anime de Wotaku ni Koi wa Muzukashii. Não que a história seja ruim – muito pelo contrário, é ótimo ver o desenrolar de um romance entre dois adultos que compartilham um hobby, ainda mais quando esse hobby tem a ver com a gente –, mas a adaptação deixou bastante a desejar.

Em um primeiro momento, eu não sabia se eu tinha odiado o character design ou se a animação que era uma porcaria, mas depois de ler comentários de quem entende sobre isso, concluí que era o segundo caso. Uma adaptação, pra mim, demonstra seu verdadeiro valor quando ela é capaz de acrescentar algo à obra original – ou seja, quando traz os personagens à vida, torna cenas mais emocionantes ou divertidas, apresenta pontos por ângulos diferentes, enfim, alguma coisa nesse sentido. Infelizmente, o anime de Wotaku ni Koi wa Muzukashii não tem nada disso.

Além da animação ter piorado de um episódio pra outro – e olha que a transmissão mal começou –, o timing das piadas está ruim, como vi apontarem em outros lugares, e o elenco de dubladores é provavelmente a única coisa que se salva. Portanto, a menos que você realmente não se importe com uma adaptação ruim, eu recomendo que leia o mangá (que é o que eu planejo fazer quando tiver oportunidade, pois o conteúdo da obra é interessante).

★★