TOP 5 | Mangás Yaoi que merecem uma adaptação para anime

Se tem algo que toda fã de BL sofre é com a falta de animes para o nicho. Não existem animações suficientes e maior parte do que existe ou beira o medíocre ou sofre com adaptações preguiçosas (ESTOU OLHANDO PRA VOCÊ, TIGHT ROPE). Embora tenhamos sido abençoadas nos últimos anos com Doukyuusei (e Yuri!!! on ICE até certo nível), estamos longe de ficarmos satisfeitas. 

Por isso decidi me desiludir ainda mais e selecionar cinco mangás queridos que julgo que dariam bons animes caso caíssem nas mãos certas. O critério de seleção foi simples, escolhi histórias que representam outros lados do mundo do BL que não aparecem muito em animes. E que eu adoro (risos).

Contribuição de Pachi

5) Honto Yajuu


Autora: Yamamoto Kotetsuko
Ano de publicação: 2008
Editora: Kaiousha
Serialização: Gush
Capítulos: 23 (em lançamento)
Gêneros: Comédia, Romance

Sinopse: Ueda Tomoharu é um policial que administra uma estação local de koban e está bastante feliz com seu trabalho e sua vida relativamente tranquila, até que ele acaba esbarrando em um membro da yakuza, Gotouda Aki, enquanto perseguia um ladrão de roupas íntimas... e repentinamente recebe uma declaração de amor! Aki não parece se incomodar com o status de ambos e se joga de cabeça em um relacionamento amoroso com o policial, mas Ueda logo descobrirá o quão perigoso namorar um mafioso pode ser... em vários sentidos.

Comentário: Honto Yajuu merece tanto um anime que chega a doer. A história tem de tudo e pode funcionar muito bem como uma comédia romântica e slice of life. Aki e Ueda são adoráveis e um casal mega meloso e engraçado e todo o cast que aparece é igualmente interessante e divertido. Podem até cortar as cenas de sexo, porque dava pra funcionar do mesmo jeito!

4) Itoshi no Nekokke


Autora: Kumota Haruko
Ano de publicação: 2010
Editora: Libre Shuppan
Serialização: Citron
Capítulos: 33 (em lançamento)
Gênero: Slice of Life

Sinopse: Kei se muda para Tóquio para morar com seu velho amigo e namorado, "Mii-kun". Seus vizinhos peculiares acabam sempre arruinando o clima, mas há obstáculos ainda maiores que eles precisarão superar para que possam se tornar namorados de verdade.

Comentário: Além de ser um dos BLs mais tocantes desse milênio, foi criado por Kumota Haruko, autora do mangá que deu origem a Shouwa Genroku Rakugo Shinjuu, um dos melhores animes dessa década. Ver a arte dela em um anime tão lindo só alimentou meu sonho de ver Itoshi no Nekokke ser tratado da mesma maneira em animação. E, bem, é meu mangá yaoi favorito, é lógico que quero um anime dele!

3) 50 x 50


Autora: Kunieda Saika
Ano de publicação: 2008
Editora: Libre Shuppan
Serialização: Magazine Be x Boy
Capítulos: 5 (completo)
Gêneros: Comédia, Slice of Life

Sinopse: Kawanishi Wataru e Higashino Shuzou se conhecem há dez anos. Eles trabalham na mesma empresa e se odeiam, pois veem um no outro uma competição. Certo dia, do nada, eles se encontram na mesma cama juntos... e é aí que o estado de negação deles começa!

Comentário: Esse é velho, mas a esperança é a última que morre. O meu desejo por um anime de 50x50 vem do fato de que o mangá acabou com um gosto de quero mais que nunca superei. É possível imaginar o anime com um formato episódico, onde cada história isolada conta um caso diferente de como eles acabam dormindo juntos “sem querer”.

2) Kuchizuke wa Uso no Aji 


Autora: Sagami Waka
Ano de lançamento: 2012
Editora: Kaiousha
Serialização: Gush
Capítulos: 15 (em lançamento)
Gêneros: Drama, Romance, Slice of Life

Sinopse: Wachi é um jovem diretor-executivo. Sendo rico, lindo e incrível na cama, deveria dar um ótimo namorado... em teoria. Mas a realidade é completamente diferente dessa ilusão já que ele enxerga seus amigos e colegas de trabalho como meras ferramentas para subir em sua carreira e vê suas namoradas como objetos sexuais. Qualquer exigência de um relacionamento sincero de qualquer pessoa irrita e incomoda Wachi, pois ele não acredita nesse tipo de coisa.

Na vida fria e egoísta de Wachi entra Makio, um jovem e belo bartender que é apresentado a ele por um de seus amigos da academia e com quem ele havia topado mais cedo naquele dia. Conforme Wachi começa a frequentar o bar de Makio e curtir suas conversas diárias, ele é tomado por emoções que nunca sentira antes...

Mas será que Makio é realmente tão puro e inocente quanto parece? Ou será que aquele sorriso fofo esconde um demônio por trás? E o que Wachi fará agora que está tão perdidamente apaixonado por ele?

Comentário: Estou forçando a barra com essa escolha, um mangá com tantas cenas de sexo é impossível de ganhar anime hoje, porém eu ADORO esse romance de gato e rato. É uma batalha de egos que torna o quadrinho viciante de ler e imagino que daria um anime de te deixar roendo as unhas esperando as reviravoltas a cada episódio. Os protagonistas NÃO PRESTAM e, ao contrário do que acontece em muito BL por aí, não existe uma desigualdade entre o ativo e o passivo, ambos são igualmente trapaceiros e capaz de roubar o coração do outro. E o do(a) leitor(a) também.

1) Sore o Koigokoro to Yobu no Nara


Autora: Ichikawa Kei
Ano de publicação: 2014
Editora: Libre Shuppan
Serialização: Citron
Capítulos: 6 (completo)
Gêneros: Comédia, Drama, Escolar, Romance

Sinopse: E se você encontrasse seu tipo ideal na estação de trem e declarasse seu amor imediatamente? E se aquela beldade na verdade fosse um cara que além de tudo ainda é homofóbico? E se vocês dois acabassem indo ao mesmo colégio e ele fizesse com que todo mundo te confundisse com um gay? E se mesmo assim você não conseguisse deixar ele pra lá? Bem, é disso que essa história se trata.

Comentário: Ah, o mundo dos romances colegiais, onde adolescentes idiotas demoram para perceber que se amam e nos divertem/torturam durante toda a história com isso. Sei que esse tipo de narrativa está longe de ser novidade, mas o bom da Ichikawa Kei é que ela cria personagens que não soam artificiais mesmo quando seguem arquétipos populares. Todas as suas obras contêm um aura relaxante mesmo com as reviravoltas românticas, então nunca soa piegas. O casal principal tem a dose certa de comédia e drama, além de um cast secundário simpático que é difícil não gostar.

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