PRIMEIRAS IMPRESSÕES #01: Temporada de Verão - Julho (2016)


Coincidência ou não, ao longo dos anos construiu-se essa imagem de que as temporadas de verão são responsáveis por nos trazer os melhores animes, desse modo tornando-se as mais esperadas pelo público otaku. Entretanto, será que essa é uma regra mesmo? É o que pretendemos descobrir. 

A equipe do Rukh no Teikoku (mais especificamente as administradoras e também redatoras Mari e Ana) selecionou algumas obras para acompanhar durante esses próximos três meses. Deixaremos aqui nossas primeiras impressões de cada uma e, ao final da temporada, retornaremos para dar o nosso veredito. Correspondeu as expectativas? O hype foi justo? Alguma surpresa?, são algumas das perguntas que nos comprometeremos a responder.

Sem mais delongas, vamos lá:


Conforme dissemos em nossa postagem do Guia da Temporada de Verão, 91 Days é uma obra original do estúdio Shuka, que é bem novo na indústria e até então só havia trabalhado com a segunda temporada de Durarara!!. Contudo, esse fato não se tornou um empecilho para que o estúdio fizesse um bom trabalho.

O primeiro episódio de 91 Days certamente foi uma das melhores estreias da temporada. Embora a primeira parte tenha se saído melhor do que a segunda, o anime conseguiu criar a atmosfera que se esperava dele: os cenários ficaram muito bonitos e a ambientação histórica foi bem feita, encaixando-se com a temática da época e do drama que 91 Days se propõe a desenvolver.

Vingança com certeza é um tema bastante repetitivo na ficção, no entanto, para avaliarmos se a obra se saiu bem ou mal precisamos ver de que forma ela vai utilizar esse artifício. 91 Days tem potencial, se a qualidade do primeiro episódio for mantida e o anime acertar no desenvolvimento do enredo, pode se tornar um dos melhores da temporada.


A continuação de Arslan Senki trouxe o mesmo nível de qualidade da temporada anterior, com batalhas históricas envolventes e personagens já queridos (e outros nem tanto assim). Continua-se a disputa entre os Parsianos e Luisitânios, que dentre os motivos está a divergência religiosa entre os dois povos, e a disputa pelo trono de Pars, em que sabemos que Arslan não é o herdeiro legítimo, porém seus ideais são os melhores e até um tanto revolucionários para a época (como a questão da libertação dos escravos, por exemplo).

O personagem principal tem apenas 14 anos e, portanto, um tanto ingênuo, mas tem muito potencial para se desenvolver como um bom líder, ainda mais com as pessoas que estão ao seu lado: Daryun, Narsus, Farangis (que por sinal é uma incrível personagem feminina). É uma pena que essa temporada terá apenas 8 episódios, mas esperamos que neles possamos ver um bom desenvolvimento e desenrolar dos conflitos ideológicos e políticos.

"Por que eu deveria me sentir vazia só porque você esteve ausente?"


Sendo o primeiro anime do estúdio Zero-G, foi possível ver um trabalho de qualidade, uma boa animação. O anime traz um clima agradável, em que nos é apresentado Takumi Harada, que é arremessador de beisebol, e posteriormente Gou Nagakura, que é apanhador. Aparentemente teremos um desenvolvimento da relação dos dois, que não se conheciam, mas são unidos pelas posições ocupadas no esporte. A partir desse primeiro episódio, acho que é possível ter boas expectativas sobre o anime no geral.



Provavelmente a continuação mais esperada da temporada, considerando que até pouco tempo atrás ninguém imaginava que D. Gray-man sequer ganharia uma. É uma pena que a estreia não tenha conseguido corresponder ao hype (embora o anime possa melhorar posteriormente). Não dá pra dizer que ficou ruim, mas também não dá pra dizer que ficou bom realmente. Mediana seria a melhor definição para essa estreia, pelos seguintes motivos: 

a) a animação ficou horrenda em algumas cenas (sério, observem quando a 'câmera' se afasta e principalmente como o nariz do Allen e da Lenalee ficam deformados na maioria das vezes;


b) a mudança do cast principal não caiu bem. Talvez seja uma questão de se acostumar, mas o Hanae Natsuki como Lavi ficou péssimo, simplesmente não faz o estilo do personagem (e isso não significa que o seiyuu seja ruim, mas sim que esse não era um papel pra ele). Kakuma Ai como Lenalee também não funcionou, a voz ficou muito moe para uma personagem que tem a personalidade da Lenalee. Murase Ayumu como Allen ficou mais ou menos também, mas entre esses três é definitivamente o melhor (ou seria o menos pior?). Satou Sakuya como Kanda, no entanto, ficou bom, e o resto OK.

Apesar disso, pelo que os leitores do mangá comentaram, o primeiro episódio foi fiel à obra e é possível que melhore nos próximos episódios. Vamos aguardar.



Em maio a editora Kodansha anunciou os vencedores do 40º Kodansha Manga Awards nas categorias de shounen, shoujo e geral. DAYS, que naquela oportunidade concorria com Boku no Hero Academia, Noragami e Owari no Seraph, levou o prêmio de melhor shounen. Devemos dizer que é um resultado surpreendente considerando que nunca havíamos ouvido falar de DAYS, mas já tínhamos noção do sucesso que os outros três mangás faziam, e isso dá uma certa credibilidade à obra. 

Apesar disso, a estreia de DAYS não foi algo marcante, não nos trouxe nenhuma novidade com relação aos outros shounens de esporte (pelo menos não a princípio). Dizem que isso se deve ao fato da obra ter um desenvolvimento lento e pode até ser, então vamos ver se ela consegue nos conquistar ao longo dos seus já confirmados 24 episódios.



Estávamos curiosas para saber o que sairia da junção de uma obra chinesa com uma produção japonesa, mas infelizmente o resultado não foi algo muito... compreensível. Sério, entendemos vários nadas da estreia de Hitori no Shita -The Outcast-. OK, considerando que é um mistério, talvez esse seja o objetivo, mas... Bem, pelo menos a abertura é boa.

Essa imagem descreve perfeitamente nossos sentimentos.
A gente olha pro protagonista genérico e já leva a mão à cabeça, balançando-a: "por quê, senhor?". Beleza, é uma adaptação de Light Novel, talvez tenhamos colocado expectativas demais... Mas definitivamente não estávamos esperando um protagonista tão ruim, nem a tonelada de fanservice que ele vai despejar ao longo do anime. Sério, deveríamos pegar a Igsem (a ruivinha) e fazer um anime só pra ela. Que mulher maravilhosa! 

Enfim, foi um primeiro episódio bem decepcionante, mas como a produção está sendo feita pelo estúdio Madhouse, não é o caso de droppar logo de cara. Pode ser que as coisas melhorem com o decorrer do tempo (principalmente quando tivermos ação de verdade), portanto vamos aguardar. 

(Por favor, não joguem uma personagem feminina tão maravilhosa como a Igsem fora!)

Talvez um dos mais aguardados da temporada, principalmente pelos fãs de shoujo já que o mangá vendeu cerca de 1,6 milhões de cópias desde que foi serializado, inclusive ficando em primeiro lugar em rankings semanais e em 15° entre os leitores masculinos da revista Kono Manga ga Sugoi! em 2015.

Nós não lemos o mangá, portanto não saberemos o quão fiel a adaptação estará sendo à obra; o estúdio também não possuí obras relevantes e por esse motivo, no quesito de animação, também não é possível ter muita ideia (até o momento está OK), embora não possamos falar o mesmo do character design, que ficou tanto estranho.

O primeiro episódio foi meio confuso, e não tão impactante, porém o mistério e essa questão do “eu do futuro” entrar em contato com o do passado é um diferencial entre os shoujos que conhecemos. A princípio, a protagonista se mostrou um tanto genérica, e os personagens ficam rindo de coisas que não são realmente engraçadas, mas apesar de tudo isso esperamos que a história tenha um bom desenvolvimento e que possa nos mostrar porque o mangá de Orange vendeu tanto e também possui tantas avaliações positivas.

Qualidea Code é o tipo de anime que antes da estreia te faz ir do céu ao inferno. Você ouve essa soundtrack, por exemplo, e acha que vai ser maravilhoso; aí você assiste o terceiro PV e revira os olhos até outra dimensão com a quantidade de personagens femininas que têm uma voz moe insuportável (ou pelo menos foi isso que aconteceu com a gente). Bem, o que dizer da estreia, então?

Conforme temíamos, 90% das vozes femininas são insuportáveis; o protagonista é extremamente genérico e dá vontade de chutar a cara dele a cada três minutos (que é, em média, a frequência que ele fala que o mundo só precisa dele para lutar contra os Unknown - porque, ui, ele é fodão!); a qualidade da animação ficou muito abaixo do que se esperaria de um estúdio como o A-1 Pictures.

Eu diria que é a versão musical de Mahouka Koukou no Rettousei, mas isso seria um insulto a obra porque nem ela consegue ser tão ruim, mesmo com o Tatsuya OP e a Miyuki chamando o "onii-sama" dela o tempo todo.


Adaptação de jogo é uma coisa que não se pode esperar muito, já existe esse consenso entre nós. Apesar disso, como Tales of Zestiria the X está vindo do estúdio ufotable (o mesmo de Fate/Stay Night: Unlimited Blade Works, God Eater), é possível esperar um anime que pelo menos valha o nosso tempo para quem busca ver uma animação bacana.

Não conhecemos nada do universo da franquia, mas acreditamos que se essa adaptação mantiver o nível de God Eater, por exemplo, que embora possuísse alguns problemas ainda se mostrou uma boa experiência para quem acompanhou semanalmente, certamente será divertida de assistir.



Não sabemos exatamente o que aconteceu, qual foi a jogada da produtora e do estúdio, mas todos os episódios de ReLIFE foram liberados de uma vez (sim, estilo lançamento de temporada do Netflix). É claro que não aguentaríamos ficar esperando uma semana para ver o próximo episódio quando ele já estava ali disponível para nós. Maratonamos.

Caras, depois de finalizar ReLIFE, o sentimento que passa é que esse anime ofuscou completamente todas as outras estreias da temporada. É realmente muito bom! A obra tem alguns problemas aqui e ali (vide as insinuações entre personagens mais velhos com adolescentes, embora não aconteça nada e seja colocado como errado) e a animação não chega a ser excelente, mas é um anime extremamente divertido de assistir.


É muito legal ver como cada personagem se desenvolve individualmente (com foco no nosso protagonista, que tem a habilidade de mudar quem está ao seu redor); o drama rola na medida certa (embora às vezes dê vontade de dar uns tapas na Kariu); e de quebra ainda temos várias filosofias de vida sendo passadas. É interessante ver como ReLIFE aborda a questão do mercado de trabalho japonês, do bullying tanto em ambiente escolar como em ambiente de trabalho, e toda a problemática de voltar no tempo para tentar mudar alguma coisa.

Cada episódio se conecta perfeitamente com o próximo, sempre te fazendo querer mais. É claro que no meio do caminho encontramos um ou outro episódio que não foram tão bons assim (especialmente o último, que o ritmo ficou um pouco estranho e terminou com final aberto, pedindo por uma segunda temporada), mas no geral, vale muito a pena ver. 8.5/10.

Também demos uma olhada em Shokugeki no Souma 2 e Handa-kun, porém como não vamos continuá-los, não vale a pena falar sobre eles aqui.

E aí, o que acharam das estreias da temporada? Quais animes vocês pretendem acompanhar? Contem pra gente!